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Contábil e Societário Certidões negativas: as seis que toda empresa precisa ter em dia e o que acontece quando uma vence

Licitação, financiamento, venda de imóvel e até renovação de contrato param quando uma certidão está vencida ou positiva. Quais são, onde emitir, quanto valem e como manter todas em dia sem correria.

Carimbo de madeira sobre um documento oficial aberto

Uma certidão negativa é um documento que diz, com data e hora, que a empresa não deve nada para determinado órgão. Parece burocracia. Até o dia em que a licitação exige, o banco pede, o comprador do imóvel condiciona ou o cliente grande coloca no contrato. Nesse dia, uma certidão vencida ou positiva para o negócio.

Este artigo lista as seis certidões que toda empresa precisa acompanhar, onde cada uma é emitida, quanto tempo vale e o que fazer quando sai positiva.

As seis certidões

Certidão Quem emite Validade
Débitos federais e previdenciários (CND ou CPEN) Receita Federal e PGFN 180 dias
Regularidade do FGTS (CRF) Caixa Econômica Federal 30 dias
Débitos trabalhistas (CNDT) Justiça do Trabalho 180 dias
Débitos estaduais e ICMS Secretaria da Fazenda do estado Varia por estado; em SP, 180 dias
Débitos municipais e ISS Prefeitura Varia por município
Falência e recuperação judicial Tribunal de Justiça, distribuidor Em geral 30 a 90 dias, conforme quem exige

A validade que importa não é só a do documento. É a que quem pede aceita. Um edital pode exigir certidão de falência emitida há no máximo 30 dias, mesmo que o tribunal a considere válida por mais tempo.

Negativa, positiva e positiva com efeito de negativa

  • Negativa: não há débito. É a que todo mundo quer.
  • Positiva: há débito exigível em aberto. Bloqueia licitação, financiamento e boa parte dos contratos.
  • Positiva com efeito de negativa: há débito, mas ele está parcelado, garantido ou com a exigibilidade suspensa. Para quase todo fim prático vale como negativa.

Quando as certidões são exigidas

  • Licitações: a Lei nº 14.133/2021 exige a regularidade fiscal, social e trabalhista na habilitação. Falta uma, a empresa está fora.
  • Crédito: banco e cooperativa pedem as certidões federais e do FGTS antes de liberar financiamento e capital de giro.
  • Contratos com grandes empresas: a maioria dos contratos de fornecimento exige as certidões na assinatura e na renovação.
  • Alterações societárias e imóveis: venda de imóvel da empresa, redução de capital e algumas alterações no contrato social passam pela certidão federal.
  • Incentivos e regimes especiais: qualquer benefício fiscal exige regularidade, e a perda dele é automática quando a certidão fica positiva.

Por que a certidão fica positiva sem ninguém perceber

Quase nunca é uma dívida grande. É uma guia paga com código errado, uma declaração entregue com valor diferente do recolhido, uma multa por atraso de obrigação acessória de R$ 200 que ninguém viu. A empresa só descobre quando pede a certidão, e nesse momento o prazo de quem exige já está correndo.

Isso acontece porque certidão é consequência. Ela reflete tudo o que foi entregue, calculado e pago nos meses anteriores. Não existe "arrumar a certidão". Existe arrumar o que ela está mostrando.

Como manter tudo em dia sem correria

  1. Calendário de emissão Cada certidão é emitida de novo antes de vencer, com folga. O FGTS, que vale 30 dias, entra todo mês.
  2. Conferência antes de emitir A situação fiscal na Receita e a situação no eSocial são checadas antes. Pendência encontrada aí é resolvida antes de virar certidão positiva.
  3. Pasta viva As seis certidões vigentes ficam num lugar só, acessível a quem precisa mandar para o banco ou para o edital. No nosso caso, no portal do cliente, aberto 24 horas.
  4. Aviso de vencimento Quando uma certidão entra nos últimos dias de validade, alguém é avisado. Não o cliente na hora da licitação: o escritório, antes.

Manter certidão em dia é uma das rotinas da nossa controladoria. A gente busca e renova antes de você precisar. Se a sua empresa já perdeu uma oportunidade por certidão vencida, esse é o sinal de que a rotina precisa mudar de mão.

Contábil e Societário: vamos olhar o seu caso.

Cada empresa é um caso. A gente diz o que precisa ser feito, quem cuida e quanto custa, por escrito.

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